segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Empresários veem maior competição de importados

SÃO PAULO - A maioria dos empresários da indústria brasileira avalia que enfrenta maior competição de produtos importados em seu setor neste fim de ano em comparação ao que ocorria no período anterior à crise financeira internacional (setembro de 2008). A Fundação Getúlio Vargas (FGV) incluiu uma pergunta na última Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação para avaliar o impacto da valorização do real em relação ao dólar nos diversos setores industriais.

 

Do total de 1.196 empresários consultados, 59% responderam que a competição aumentou em relação ao período pré-crise. Estes 59% representam a soma de duas respost as: 24% responderam que a competição aumentou muito, e para 35%, aumentou pouco. Para outros 23% dos empresários, a competição externa se manteve estável, enquanto 1% respondeu que a concorrência externa diminuiu um pouco. E nenhum dos empresários consultados respondeu que a competição diminuiu muito. Outros 12% responderam que não há competição externa em seu setor de atuação, e 5% não souberam ou não quiseram informar.

 

Entre os cinco setores nos quais a FGV divide a sondagem, o maior número de empresários que apontou a concorrência foi o do setor de bens intermediários (celulose e insumos). Neste setor, 83% dos empresários responderam que a competição está mais acirrada do que no período pré -crise. Em seguida, aparece o setor de bens de capital, em que 73% dos empresários afirmaram que a competição está maior. No setor de bens de consumo duráveis, o índice foi de 68%, e no de material para construção, 49%. O menor percentual de empresários que reclamaram da competição externa foi no setor de bens de consumo não duráveis, com apenas 23% de respostas.

 

Para o especialista em análises econômicas do Ibre, da FGV, Jorge Braga, o caso do setor de bens de consumo não duráveis pode ser explicado pelo grande peso da indústria de produtos alimentícios neste segmento.

 

De acordo com ele, esse foi o único setor em que o predomínio das respostas, ao contrário dos demais, foi totalmente d iferenciado.

 

Importado pressiona 59% da indústria brasileira

 

 

 

São Paulo - A indústria sentiu a ameaça dos importados e pretende ampliar os investimentos na produção e aumentar o uso da capacidade das fábricas no primeiro semestre de 2011 para aproveitar o crescimento acelerado do consumo doméstico, revela a Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em 2010 na comparação com o período pré-crise, a competição com os produtos importados aumentou para 59% das 1.196 empresas consultadas.

(aspas)

 

Fonte : Agência Estado, 29/12/2010

 

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