segunda-feira, 23 de abril de 2012

Importações continuam a "desfiar" o setor têxtil



Rombo comercial cresce 24%, para US$ 1,4 bi. Para Abit, medidas são "paliativas"

O setor têxtil e de confecção brasileiro amargou déficit de US$ 1,45 bilhão no primeiro trimestre, mais 23,7% (excluída a fibra de algodão), em relação ao mesmo período de 2011. Para a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), os números evidenciam a importância de fortalecer toda a cadeia têxtil, para reestabelecer a competitividade da indústria brasileira.

"É preciso fazer mudanças contínuas e profundas nas estruturas de produção. As medidas anunciadas pelo governo há alguns dias, mostram uma sensível preocupação com a desindustrialização e redução dos empregos no país, mas são paliativas", destaca o presidente da Abit, Aguinaldo Diniz Filho, que lançou a campanha "Moda Brasileira: Eu uso,
Eu assino!"

Segundo a Abit, no primeiro trimestre, as importações cresceram 16%, para US$ 1,76 bilhão. Já as exportações desfiaram 10,5%, para US$ 305 milhões.

De acordo com dados do IBGE, de janeiro a fevereiro, a produção da indústria têxtil recuou 7,76%. Mas no segmento de vestuário, o tombo chegou a 19,55%. Já o varejo, encolheu 0,89%. Apesar da pequena retração deste segmento, o abismo entre a produção negativa e as vendas do varejo mostra o avanço cada vez maior dos importados nas prateleiras, destaca a Abit.

Além disso, no primeiro trimestre, foram gerados 7.808 postos de trabalho, 61% menos que no mesmo período do ano passado quando foram sido criadas 12.779 vagas.

As importações de janeiro até 19 de abril somam R$ 2,190 bilhões, o que, de acordo com o Importômetro, da Abit, mostra que cerca de 247 mil postos de trabalhos deixaram de ser gerados no Brasil.

FONTE: Monitor Mercantil

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